Toque e voz
Faça contato pele a pele frequente e converse ou cante para acalmar.
Guia para responsáveis e cuidadores
Guia · por idade
Como apoiar crianças e adolescentes durante o tratamento oncológico
O impacto do diagnóstico e do tratamento varia conforme a idade. Veja como identificar reações comuns e as formas de conduzir em cada fase, com linguagem adequada ao que a criança consegue compreender.
Começar pela idade →
Faça contato pele a pele frequente e converse ou cante para acalmar.
Leve objetos de casa (mantas, brinquedos) com cheiros familiares.
Adapte horários de sono, alimentação e reserve um tempo para brincadeiras como ler livros, cantar e colocar o bebê de bruços, assim como você faria em casa.
Quanto menos pessoas cercando a criança durante o procedimento, melhor.
A criança não entende a amplitude de termos médicos. Use palavras como “doente” ou “machucado” e aponte para o corpo, em vez de focar no termo “câncer”.
Avise e explique como será o procedimento, para evitar medo de exames simples (como medir a pressão).
Dê autonomia básica (ex.: escolher em qual braço colocar o termômetro).
Dê a oportunidade para brincar com crianças da mesma idade. Use salas de brinquedoteca do hospital e mantenha momentos lúdicos diários. Ao entrar e ao sair, lavem as mãos; brinquedo não vai à boca.
Brincar pode trazer conforto e familiaridade a um lugar novo.
Eles precisam ter a certeza de que não os deixarão no hospital.
Crianças nessa idade podem temer que acabem morando no hospital. Sempre pontue que é apenas para o tratamento e não definitivo.
Se houver momentos em que você ficará longe por causa do trabalho, compromissos ou dos irmãos em casa, é importante que você diga quando voltará.
A noção de tempo ainda não está totalmente desenvolvida nessa idade: associe o tempo a algo que eles conheçam.
Explique que o tratamento tem o propósito de tentar eliminar o câncer ou mostrar aos médicos o que está acontecendo dentro do corpo.
Deixe claro que a doença não é culpa deles.
Diga quando você voltará usando marcos claros (ex.: “Volto depois do almoço”).
Peça ajuda à equipe médica ou de psicologia para usar bonecos e explicar exames antes que aconteçam.
Seja sincero sobre desconfortos e use histórias ou músicas para desviar o foco da dor.
Explique detalhadamente o funcionamento dos remédios e tratamentos. Nesta idade a criança compreende bem o que é o câncer.
É mais provável que eles entendam que precisarão tomar medicamentos e se submeter a outros tratamentos.
Corrija boatos ou pesquisas que viram na internet e na escola.
Você pode corrigir qualquer informação incorreta e lembrá-lo de que existem muitos tipos diferentes de câncer e que a experiência de cada pessoa é única.
Seja honesto com eles sobre a provável dor decorrente de alguns exames e tratamentos.
Avise sobre consultas e exames com alguns dias de antecedência para que façam perguntas.
Facilite o contato com amigos da escola e com outras crianças em tratamento.
As crianças precisam de informações sobre o que acontece na escola e em outras atividades durante o tratamento.
Nesta idade a criança já entende o porquê, mas nem sempre quer escovar. O acompanhante insiste com calma: boca limpa e lábios hidratados aliviam a mucosite. Avise a dentista da equipe se aparecer ferida ou dor.
O humor de pais e da criança muda ao longo do tratamento. A psicologia atende os dois lados e ajuda a transformar medo em perguntas concretas para a equipe.
Esteja presente quando seu filho vier até você, mesmo que você não saiba o que dizer.
Os adolescentes entendem explicações complexas sobre o câncer e podem ter muitas perguntas detalhadas sobre o diagnóstico.
Indique fontes online confiáveis e incentive-os a fazer perguntas ao médico durante as consultas.
Lembre-os de que o câncer de cada pessoa é diferente e que isso não é resultado de nenhum comportamento de risco.
Dê espaço e ofereça apoio psicológico individualizado. Sem os pais na sala, se for a preferência deles.
Estimule videochamadas, mensagens e redes sociais para manter contato com amigos e outros jovens em tratamento.
Não tente adivinhar o que sentem; ofereça uma postura de escuta sem julgamentos.
Incentive o adolescente a anotar dúvidas e medos. Ofereça-se para compartilhar essas anotações com a equipe de saúde se ele for tímido.
Conteúdo adaptado para leitura em tela a partir de orientações de comunicação por idade:
St. Jude Together: Talking to your child about cancer (informações por idade)
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