Guia prático para cuidadores. Escolha um tópico no menu de navegação.
Passo 1 · Boas-vindas
Acabei de receber o diagnóstico. O que fazer?
Receber a notícia de um câncer pediátrico é avassalador. Respire: você não precisa saber tudo agora. Este passo reúne o essencial para os primeiros dias, com a equipe do HRO Chapecó ao seu lado.
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Você não está sozinho
O diagnóstico muda a rotina da família inteira. Sentir medo, choque ou culpa é comum. Busque apoio em quem confia e lembre: a equipe de oncologia pediátrica existe para orientar cada etapa. Médicos, enfermagem, nutrição, psicologia e assistência social caminham junto.
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Primeiras ações práticas
Anote dúvidas e sintomas que observar em casa
Organize documentos: exames, laudos, cartão do SUS, comprovantes
Defina quem será o responsável principal nas consultas
Informe a escola sobre possíveis faltas, com discrição
Guarde telefones do hospital e do plantão no celular
Mantenha um caderno simples com peso, consultas e medicações de casa. Isso ajuda a equipe a acompanhar o tratamento
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Comunique tudo à equipe
Conte ao médico sobre febre, manchas, dor, medicamentos em uso, alergias e mudanças de comportamento. Quanto mais informação, mais seguro é o plano de tratamento. Não existe pergunta “boba”: a equipe prefere esclarecer do que correr riscos. O que acontece em casa também faz parte do recife: levar tudo à consulta evita surpresas.
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Como falar com a criança
Use palavras simples e honestas, de acordo com a idade. Explique que haverá médicos cuidando dela(e) e que alguns procedimentos podem cansar, mas existem para ajudar. A psicologia do HRO pode orientar a família nessa conversa.
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Próximo passo recomendado
Conheça como funciona o ambulatório e prepare a primeira ida ao HRO.
Logística · HRO Chapecó
No ambulatório do HRO
Informações práticas para consultas, exames e internações no Hospital Regional do Oeste.
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Horário e local
Ambulatório de Oncologia Pediátrica: segunda a sexta, 7h às 17h.
Endereço: Hospital Regional do Oeste, Rua Florianópolis, 1448-E, Santa Maria, Chapecó/SC.
Fora desse horário, procure o pronto-socorro ou a UPA mais próxima de casa e avise que a criança está em tratamento oncológico.
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Acompanhante
Em geral, um responsável legal acompanha consultas e internações. Mantenha o telefone atualizado na recepção. No dia da quimioterapia, evite marcar outros compromissos: o horário pode se estender.
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Exames no dia
Os exames do dia são por ordem de chegada. Chegue com 30 minutos de antecedência. Traga documentos, pedidos médicos e lista de medicamentos. Jejum e preparos específicos serão informados pela equipe. Os exames de laboratório da consulta, quando possível, ficam mais úteis se feitos no dia anterior. Confirme com a enfermagem.
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Remarcar consultas
Avise a secretaria do ambulatório o quanto antes, de preferência com 48 horas de antecedência. Faltas sem aviso dificultam o encaixe e o acompanhamento do tratamento. Atestados, receitas e declarações costumam ser pedidos no dia da consulta. Telefone da Oncologia Pediátrica: (49) 3321-8000.
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Casa de Apoio
Famílias de outras cidades podem receber informações sobre hospedagem na recepção do HRO ou com o assistente social.
Urgência
Sinais de alerta
Diante de qualquer um destes sinais, vá ao pronto-socorro da sua cidade o mais rápido possível. Não espere o próximo retorno nem tente resolver em casa.
🚑
Vá ao pronto-socorro agora
Qualquer sinal desta lista é urgência. Dirija-se ao pronto-socorro da sua cidade o mais rápido possível e diga na recepção que a criança está em tratamento oncológico. Se não puder se deslocar com segurança, ligue ao SAMU (192).
🌡️
Febre
Acima de 38°C ou febre que não passa, especialmente durante neutropenia ou com cateter. Não espere o próximo retorno.
🔴
Cateter
Vermelhidão, inchaço, dor, secreção ou sangramento no PICC ou Port-a-cath.
😮💨
Respiração
Falta de ar, respiração rápida ou dificuldade para respirar.
🩸
Sangramento
Sangramento que não para, hematomas sem causa aparente ou sangue nas fezes ou vômito.
🤢
Vômitos
Vômitos persistentes ou incapacidade de ingerir líquidos por muitas horas.
😵
Consciência
Sonolência excessiva, confusão, irritabilidade extrema ou não responsividade.
🩺
Outros sinais que pedem atendimento
Vermelhidão ou coceira intensa na pele, diarreia por mais de dois dias, dor ao urinar, dor de garganta com tosse, dor nova no corpo, tontura ou desmaio. Avise a equipe: na imunidade baixa, infecção pode evoluir rápido.
Não fique em dúvida: qualquer sinal de alerta pede o pronto-socorro da sua cidade, o mais rápido possível.
Acompanhamento
Acompanhando o tratamento
Consultas regulares e medidas corporais ajudam a equipe a personalizar doses e avaliar a resposta ao tratamento.
⚖️
Peso e altura
São medidos com frequência para calcular medicamentos com segurança. Variações pequenas são esperadas; informe perda ou ganho rápido de peso. Anotar data, peso e altura no caderno da família ajuda a não perder o fio dessa medida.
📆
Consultas de retorno
Essenciais para revisar exames, ajustar quimioterapia e tratar efeitos colaterais. Anote dúvidas antes de cada consulta. Peça atestados e receitas no mesmo dia, para não precisar voltar só por documento.
💊
Lista de medicamentos
Leve sempre a lista atualizada, incluindo vitaminas, fitoterápicos e medicamentos de uso contínuo.
Tratamento
Quimioterapia: o que é e como funciona
A quimioterapia usa medicamentos para atingir células que se multiplicam rápido, inclusive as do tumor. O vídeo abaixo explica o essencial para responsáveis; o protocolo da criança é sempre definido pela equipe do HRO.
Vídeo educativo
Acolhimento aos pais: o que é a quimioterapia?
Assista neste guia ou no
YouTube.
O conteúdo é educativo e não substitui a orientação da equipe de oncologia pediátrica.
💊
Como atua no corpo
Os medicamentos circulam pela corrente sanguínea e atingem células de crescimento acelerado. Por isso também podem afetar, de forma temporária, cabelo, mucosas e o sistema imune. A equipe acompanha exames e sintomas de perto. Cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou transplante entram no plano só quando o médico indicar, juntos ou separados.
🩺
Como pode ser administrada
Oral: comprimido ou líquido, em casa ou no hospital, no horário indicado
Endovenosa: pelo soro, PICC ou Port-a-cath, no ambulatório ou na internação
Intramuscular ou subcutânea: injeção no músculo ou sob a pele, quando a equipe indicar
Intratecal: quando o medicamento precisa alcançar o sistema nervoso central. A via é sempre explicada antes
Nenhuma via é “menos importante”: todas pedem o mesmo cuidado com horário e orientação da equipe. O tratamento pode ser ambulatorial (volta para casa no mesmo dia) ou com internação, conforme o protocolo.
⚡
Efeitos que podem aparecer
Náusea, cansaço, queda de cabelo, alteração no apetite e maior risco de infecção variam de criança para criança. Anote o que observar e comunique na consulta. Existem medicamentos e cuidados para aliviar a maioria dos sintomas.
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O que a família pode fazer
Seguir horários e doses exatamente como prescritos
Levar a lista atualizada de medicamentos a cada consulta
Observar febre, mucosite, vômitos e sinais no cateter
Perguntar sempre que algo não estiver claro. Não existe dúvida pequena
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Próximos tópicos úteis
Depois da quimio, a imunidade pode cair. Veja também os cuidados com cateter e os sinais que pedem atendimento imediato.
Após a quimio
Imunidade baixa: o que é a neutropenia?
Após a quimioterapia, os glóbulos brancos (as células de defesa) podem diminuir por um tempo. Isso se chama neutropenia e aumenta o risco de infecção. O vídeo abaixo explica o essencial para a família.
Vídeo educativo
Imunidade baixa após a quimio: o que é a neutropenia?
Assista neste guia ou no
YouTube.
O conteúdo é educativo e não substitui a orientação da equipe de oncologia pediátrica.
🛡️
O que muda no corpo
Com menos defesas, infecções aparecem com mais facilidade. A equipe acompanha isso nos exames de sangue e orienta o que evitar em cada fase. A queda costuma ser temporária. Quando as defesas estão baixas e aparece febre, chama-se neutropenia febril: é urgência, não “espera passar”.
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Febre é urgência
Temperatura acima de 38°C durante a neutropenia pede atendimento imediato no hospital. Não espere o próximo retorno. Leve o cartão do hospital e informe que a criança está em tratamento oncológico.
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Cuidados no dia a dia
Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições
Evite aglomerações quando a equipe orientar e use máscara nesses momentos
Não compartilhe copos, talheres ou objetos pessoais
Restrinja visitas se houver orientação de isolamento
Banho diário e calçado em casa e na rua: evitar andar descalço reduz o risco de feridas e germes
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Próximos tópicos úteis
Alimentação segura e sinais de alerta completam o cuidado nessa fase.
Cateter
Cuidados com PICC
O PICC é um cateter fino inserido em uma veia do braço até próximo ao coração, permitindo medicamentos e coleta de sangue com menos punções.
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Curativo
Mantenha limpo e seco. A equipe troca conforme protocolo, em geral a cada 7 dias no ambulatório. Não molhe sem orientação; proteja no banho com filme plástico se indicado. Evite chuva, piscina, mar ou rio sobre o curativo até a equipe liberar.
💪
Movimento do braço
Evite esforço excessivo, puxões, objetos pesados ou dobrar o braço com pressão sobre o cateter. Não meça pressão arterial nem colha sangue nesse braço. Atividades leves são permitidas conforme orientação.
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O que observar
Vermelhidão, dor, inchaço, calor, febre, sangue ou secreção no cateter (risco de entupir) ou dificuldade de passagem de medicamentos: comunique imediatamente a oncologia pediátrica.
⚠️
Em caso de dúvida
Consulte ou ligue ao hospital.
Cateter
Cuidados com Port-a-cath
Dispositivo colocado sob a pele no tórax, com reservatório acessado por agulha especial durante quimioterapia e exames.
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Salinização
Após cada uso, a equipe realiza flush com solução salina ou heparina conforme protocolo. Quando o port não está em uso, a salinização costuma ser a cada 90 dias. Não tente manipular em casa sem treinamento.
🧼
Higiene local
Mantenha a pele limpa e seca, sem acumular sujeira. Evite trauma, pancadas, mochilas apertadas ou cintos sobre o local. Dor, vermelhidão, inchaço, calor ou febre: procure atendimento e avise a equipe.
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Atividades
Pergunte à equipe sobre natação e esportes de contato. Geralmente há restrições temporárias após implante ou acesso.
Em casa
Medicamentos em casa
Seguir horários e doses corretamente é fundamental para a eficácia e segurança do tratamento.
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Horários
Use alarmes no celular. Se esquecer uma dose, não dobre a próxima. Ligue ao hospital para orientação. Uma tabela simples (medicamento, dose e horário) no caderno da família evita confusão entre cuidadores.
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Armazenamento
Alguns medicamentos exigem geladeira; outros, temperatura ambiente. Verifique o rótulo e mantenha fora do alcance de crianças.
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Nunca sem orientação
Não interrompa, dobre doses ou compartilhe medicamentos. Informe reações adversas à equipe.
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Descarte
Descarte seringas e agulhas em recipiente rígido conforme orientação da enfermagem.
Alimentação
Nutrição e neutropenia
Quando as defesas estão baixas, a forma de escolher, lavar e cozinhar os alimentos ajuda a reduzir o risco de infecção. Abaixo está a orientação educativa do Serviço de Nutrição e Dietética do HRO sobre a dieta na neutropenia. Ela não substitui o que a nutricionista da criança orientar: o plano muda conforme o exame e a fase do tratamento.
Vídeo educativo
Nutrição na Oncologia
Assista neste guia ou no
YouTube.
O conteúdo é educativo e não substitui a orientação da equipe de oncologia pediátrica.
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O que a neutropenia muda na alimentação
Neutropenia é a queda dos glóbulos brancos que defendem o organismo. Com menos defesa, microrganismos que em outra fase passariam despercebidos podem causar infecção. Por isso o cuidado extra não está só no prato: começa na feira, na geladeira e nas mãos de quem cozinha.
Este tópico traduz, em linguagem de cuidador, as recomendações do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Regional do Oeste. Use como lembrete prático em casa. A dieta da criança é individual: siga sempre a orientação da nutricionista do tratamento, que ajusta o que pode ou não conforme o hemograma e o momento da quimioterapia.
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Formas de oferecer a nutrição
Sempre que for possível, a criança se alimenta pela boca, com o cardápio e os suplementos que a nutricionista indicar. Se isso não for suficiente — por pouco apetite, náusea, vômitos, dor ao engolir ou feridas na boca —, a equipe pode indicar uma via alternativa, como a sonda. O objetivo é o mesmo: garantir energia, água e nutrientes para o corpo acompanhar o tratamento.
Essa conduta é definida pela equipe assistencial multiprofissional e sempre conta com a compreensão da família. Nada é decidido sem explicação: pergunte, peça tempo para entender e compartilhe o que a criança está sentindo em casa.
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Na compra e na higiene das embalagens
Na feira ou no mercado, escolha frutas, verduras, legumes, carnes e ovos de boa qualidade e com aspecto fresco. Embalagem amassada, furada ou com validade vencida, inclusive depois de aberta, aumenta a chance de o alimento já ter sido contaminado.
Antes de guardar, limpe as embalagens com sabão neutro ou álcool 70%. Assim a sujeira de transporte e de prateleira não entra na geladeira de casa.
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Para quem vai cozinhar
Quem prepara a refeição precisa de mãos limpas, unhas curtas e cabelo preso. Anéis e pulseiras ficam de fora nessa hora: eles acumulam resíduos e levam microrganismos para a comida.
Temperos, ovos, carnes e grãos só entram no prato bem cozidos. O calor é o que reduz a carga de microrganismos. Frutas, verduras e legumes crus só depois da higienização completa, no passo a passo mais abaixo.
Carne congelada descongela na geladeira ou no micro-ondas, nunca de molho na pia nem exposta na bancada. Depois de descongelar, não volte a congelar. Após o preparo, o alimento cozido vai para a refrigeração, em vez de ficar em temperatura ambiente.
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Água, leite e refeições fora de casa
A água deve ser mineral, filtrada ou fervida. Leite e derivados só esterilizados ou pasteurizados: esses processos reduzem microrganismos que o leite cru ou mal processado pode carregar.
O mais seguro é comer em casa, onde a família controla a higiene. Restaurante, lanchonete e fast food ficam de lado nesta fase. Se for inevitável comer fora, peça o prato preparado na hora e evite qualquer item cru. Sorvete só se for pasteurizado e em embalagem individual.
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O que evitar nesta fase
O protocolo de neutropenia do HRO pede para deixar de lado alimentos e hábitos em que o risco de contaminação é maior ou o controle da origem é difícil:
Frutas amassadas, estragadas ou com a casca rachada: a proteção natural se quebrou e microrganismos entram com mais facilidade
Anéis e pulseiras na hora de preparar a comida
Embutidos sem procedência conhecida, como linguiça, salame e mortadela
Carne malpassada e ovo com gema mole: o interior pode não ter atingido temperatura suficiente
Alimentos que já foram descongelados e congelados de novo
Oleaginosas: castanha, amêndoa, noz, amendoim e avelã
Produtos vendidos a granel, mais expostos ao manuseio
Mel
Utensílios de madeira, que são porosos e mais difíceis de higienizar por completo
Frutos do mar, como camarão, sushi, mariscos e ostras
Refeições em locais desconhecidos, em que não dá para saber como a comida foi preparada
Probióticos, leites fermentados e iogurtes com lactobacilos: neste protocolo, o uso não é recomendado
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Como higienizar frutas, verduras e legumes
Mesmo a hortaliça que parece limpa precisa de um processo específico. A orientação abaixo segue o passo a passo indicado pela ANVISA para alimentos que serão consumidos crus:
Separe e descarte folhas ou unidades danificadas.
Lave em água corrente.
Deixe de molho de 10 a 15 minutos em solução: 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária própria para esse uso) para cada litro de água potável.
Enxágue de novo em água corrente.
Não use cloro de piscina: o produto não é feito para alimento e pode fazer mal. Vinagre e bicarbonato, embora comuns na cozinha, não higienizam alimentos: eles não substituem a solução clorada.
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Quando falar com a nutrição
Dúvida sobre o que a criança pode comer, mudança de fase do tratamento ou dificuldade para se alimentar (pouco apetite, náusea, dor ao engolir) são motivos para falar com a equipe. O HRO pode indicar cardápio personalizado e suplementos quando necessário. Ligue para o número principal do hospital e peça a nutrição: a nutricionista ajusta a dieta ao exame da criança.
Para o contexto clínico da imunidade baixa após a quimio, assista ao vídeo educativo e veja os cuidados gerais.
Cuidados
Higiene bucal e mucosite
A quimioterapia pode causar aftas e feridas na boca (mucosite) e deixar a criança mais vulnerável a infecções como candidíase e herpes oral. A higiene diária e a observação precoce reduzem dor, protegem a alimentação e evitam complicações.
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Escovação diária
Use escova de cabeça pequena e cerdas ultra-macias (escova infantil ou a indicada após cirurgia). Escove três vezes ao dia, com movimentos suaves e com cautela, depois das refeições principais e antes de dormir.
Creme dental com flúor (acima de 1.000 ppm), sem abrasivos nem sabor forte; a equipe pode orientar fórmulas sem lauril sulfato de sódio. Troque a escova após infecção ou conforme orientação. Se a criança não quiser ou não conseguir escovar, o acompanhante ajuda: higiene bucal também é tratamento.
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Enxaguantes e bochechos
Utilize apenas produtos indicados pela equipe. Evite álcool e enxaguantes comerciais sem prescrição. Mantenha os lábios hidratados.
Soro fisiológico: bochecho quatro vezes ao dia, para limpar e acalmar a mucosa
Bicarbonato de sódio: 1 colher de café diluída em 1 copo de água, quando houver mucosite oral
Clorexidina 0,12% sem álcool: somente se a dentista da equipe prescrever
Se a criança não conseguir bochechar, aplique o líquido com gaze ou swab. Se houver dor, a odontologia pode orientar também bochechos com chá de camomila ou malva em temperatura ambiente, várias vezes ao dia e antes das refeições.
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Feridas na boca e mucosite
Dor ao comer, aftas, sangramento gengival e dificuldade para engolir são sinais de mucosite. Informe a dentista da equipe para ajuste de analgesia e dieta. Em alguns serviços, a odontologia oferece laser de baixa potência (laser curativo) para aliviar a dor e acelerar a cicatrização. Isso não se faz em casa.
Com feridas, prefira alimentos frios ou mornos. Evite cítricos (laranja, limão), picante, muito salgado, temperos fortes, crocante ou duro, muito quente e bebidas com gás. Pão duro, biscoito crocante, salgadinho e pirulito machucam a mucosa e devem ficar de lado nessa fase.
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Candidíase oral
Placas brancas ou esbranquiçadas na língua, na bochecha ou no céu da boca podem ser candidíase, uma infecção por fungo que se aproveita da imunidade baixa, da mucosite e do uso de antibióticos. Na criança em tratamento oncológico, não é “sapinho comum”: a lesão dói, dificulta comer e beber e, se avançar, pode descer para o esôfago ou, em neutropenia grave, se espalhar pelo organismo.
Avise a equipe no mesmo dia em que notar as placas. O diagnóstico e o antifúngico são da odontologia e da oncologia; não raspe as placas nem use remédio caseiro.
🫧
Herpes oral
O vírus do herpes pode reaparecer quando as defesas caem. Bolhas, feridas dolorosas nos lábios ou dentro da boca, febre e dor ou pressão no rosto pedem avaliação rápida. Na oncologia pediátrica, o herpes oral pode se espalhar, infectar outras áreas da boca e da garganta, impedir a alimentação e abrir caminho para infecção bacteriana.
Não espere “passar sozinho” e não compartilhe talheres, copos ou toalhas enquanto houver lesão. A equipe avalia se é preciso antiviral e como proteger a criança sem interromper a higiene da boca.
👀
Observe todos os dias
Olhe a boca da criança com boa luz, de preferência na hora da escovação. Anote e comunique se aparecer:
Mau cheiro persistente
Dor ou pressão no rosto
Placas brancas (suspeita de candidíase)
Febre
Feridas novas, sangramento ou recusa para comer e beber
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Sangramento e plaquetas baixas
Durante o tratamento, as plaquetas podem cair e a gengiva sangrar com mais facilidade. Isso não é motivo para suspender a higiene oral: a boca suja aumenta o risco de infecção. Continue escovando, com ainda mais cautela, usando a escova ultra-macia e movimentos leves.
Evite alimentos que machucam. Se houver sangramento, pressione o local com gaze limpa por 5 a 10 minutos, sem ficar olhando a cada segundo. Se o sangramento for intenso ou não parar, procure a equipe imediatamente.
⚠️
Quando avisar a equipe
Ligue ou procure o hospital no mesmo momento se a criança tiver:
Febre
Feridas muito dolorosas
Sangramento intenso
Placas esbranquiçadas na boca
Mau cheiro persistente
Dificuldade para se alimentar ou beber
Na imunidade baixa, infecção na boca pode evoluir rápido. Não espere o próximo retorno.
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Por que esses cuidados importam
Manter a boca saudável ajuda a prevenir infecções, melhorar a alimentação, reduzir a dor e dar mais conforto à criança durante o tratamento. Se a alimentação estiver difícil por causa da boca, fale também com a nutrição.
Bem-estar
Apoio emocional
O tratamento afeta toda a família. Cuidar da saúde mental é parte do cuidado oncológico.
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Psicologia no HRO
Atendimento para crianças, adolescentes e acompanhantes. Ajuda a lidar com medo, ansiedade, mudanças na rotina e comunicação entre irmãos. O tratamento mexe com o humor de toda a família: pedir terapia não é extra, é parte do cuidado.
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Irmãos e família extensa
Envolva a família com informações adequadas à idade. Evite segredos que geram medo; a psicologia orienta conversas difíceis.
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Guias interativos
Duas cartilhas: apoio por idade, do bebê ao adolescente, e o glossário dos termos médicos do hospital, em linguagem clara para conversar em casa e nas consultas.
Todos os vídeos educativos para responsáveis reunidos em um só lugar. Assista quando precisar. O conteúdo é informativo e não substitui a orientação da equipe de oncologia pediátrica do HRO.
Quimioterapia
Acolhimento aos pais: o que é a quimioterapia?
Como a quimioterapia age no corpo, as formas de administração e os efeitos que podem aparecer.
Assista aqui ou no YouTube.
Imunidade
Imunidade baixa após a quimio: o que é a neutropenia?
O que é a neutropenia, por que as defesas caem depois da quimioterapia e quais cuidados protegem a criança nessa fase.
Assista aqui ou no YouTube.
Nutrição
Nutrição na Oncologia
Cuidados alimentares no tratamento oncológico e o papel da nutrição quando as defesas estão baixas.
Assista aqui ou no YouTube.
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Continue nos tópicos
Cada vídeo tem um tópico com as orientações escritas, os cuidados em casa e os sinais que pedem atendimento.
📖
Outros materiais
As cartilhas interativas trazem o apoio por faixa de idade e o glossário dos termos médicos usados no hospital.
Pacientes oncológicos pediátricos e familiares podem ter acesso a benefícios e programas de apoio.
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SUS e INCa
Tratamento pelo SUS inclui quimioterapia, internações e medicamentos conforme protocolos. Medicamentos de alto custo também podem ser solicitados pelo SUS. O INCA reúne informações nacionais: www.inca.gov.br.
🚌
TFD: Tratamento Fora de Domicílio
Auxílio de transporte para famílias que precisam se deslocar para o tratamento. Solicite orientação ao assistente social.
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Trabalho e benefícios
Informe-se sobre licenças, saque de PIS/PASEP (quando o cadastro do responsável for anterior a 1988) e FGTS para tratamento do dependente (Lei 8.922/1994). Há ainda prioridade em filas de bancos e comércios e, quando couber, nos encaminhamentos judiciais. A documentação médica facilita os processos.
🤝
Assistente social
A equipe do HRO orienta sobre documentos, encaminhamentos, transferências e benefícios (PIS/PASEP, FGTS e outros) tanto na internação quanto no ambulatório.
Hospital
Brinquedoteca
Garantida por lei (Lei 11.104), a brinquedoteca integra o cuidado lúdico e emocional durante internações e consultas longas.
🧸
Função
Espaço de brincadeira, leitura e distração com profissionais capacitados. Ajuda a reduzir ansiedade antes de procedimentos. A lei garante o brincar em unidades pediátricas de internação: brincar faz parte do cuidado.
🧴
Higienização
Brinquedos são limpos e rotacionados regularmente. Ao entrar e ao sair, lave as mãos. Evite levar brinquedos à boca, subir em mesas ou cadeiras, e ajude a guardar o que usou. Durante neutropenia, evite trazer brinquedos de casa sem autorização. Mal-estar: avise o brinquedista ou o acompanhante na hora.
Comunidade
Rede de apoio
Além da equipe hospitalar, existem organizações que apoiam famílias em tratamento oncológico.
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Formigas do Bem
O Núcleo de Voluntários Formigas do Bem, de Chapecó, foi criado em junho de 2015 para acolher crianças e adolescentes em tratamento oncológico e suas famílias. Com a ida da oncologia pediátrica para o HRO, o grupo passou a atuar na unidade: humanização da rotina (como o Projeto Posso Ajudar, com contação de histórias, brincadeiras e visitas), revitalização dos espaços da ala e apoio em demandas como medicamentos não cobertos pelo SUS e exames de alta complexidade fora de Chapecó.
O núcleo é mantido pela Sociedade Amigos de Chapecó (SAC). Não há telefone próprio publicado neste guia. Para acompanhar as ações do dia, pergunte na recepção ou à assistência social do HRO, ou consulte os canais oficiais:
A Casa de Apoio à criança e à mulher com câncer Iracema H. Cordova, anexa à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó, recebe famílias de outras cidades. Endereço: Rua Assis Brasil, 372-E, Bairro Maria Goretti, Chapecó/SC. Telefone: (49) 3329-7189. Confirme vaga com a assistência social do HRO.
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Grupos de pais
Trocar experiências com outras famílias pode aliviar a sensação de isolamento. A psicologia pode indicar grupos seguros e moderados.
Emergência
Contatos e telefones
Salve estes números no celular. Em febre ou sinais de alerta, não espere: procure atendimento imediato.
HRO, Oncologia Pediátrica(49) 3321-8000Número principal · seg a sex, 7h–17h, e plantão
Horário ambulatorial: segunda a sexta, 7h às 17h. Fora do horário ou em emergência, dirija-se ao pronto-socorro ou à UPA mais próxima, ou ligue ao SAMU. Informe que a criança está em tratamento oncológico. Rede de apoio comunitária: .